
O secretário de Cultura de Piúma, Mateus Mota, foi procurado pela reportagem do Jornal Espírito Santo Notícias para responder à denúncia feita pelo vereador Ruan Miranda (União Brasil) durante a sessão do dia 31, no Plenário Elizeu Nunes Xavier, da Câmara Municipal de Piúma, sobre o pagamento de diárias relacionadas a uma viagem que não teria sido realizada a Brasília.
O parlamentar afirmou haver indícios de inconsistência em uma viagem custeada com recursos públicos. Segundo ele, o secretário teria sido visto em Piúma no mesmo período em que deveria estar em Brasília, destino para o qual houve concessão de diárias pagas pela administração municipal.
A denúncia amplia questionamentos já formalizados por meio do Requerimento nº 152/2026, protocolado junto ao Executivo, que solicita informações detalhadas sobre despesas com viagens, prestação de contas e eventual devolução de valores aos cofres públicos.
Nos bastidores políticos, o caso também ocorre em meio a um cenário de tensão. Após romper com o prefeito Paulo Cola, o vereador Ruan Miranda passou a apresentar uma série de denúncias contra a atual gestão. Segundo Mateus Mota, embora o papel de fiscalização do parlamentar seja legítimo, em algumas situações há excesso nas insinuações, com acusações que, segundo ele, ultrapassam o campo político e atingem a honra pessoal.
O vereador sustenta que o secretário estaria em Piúma no período da viagem, o que levanta questionamentos sobre eventual pagamento indevido de diárias. No entanto, em resposta à reportagem, Mateus Mota afirmou que a viagem foi cancelada e que não chegou a embarcar. Ele destacou ainda que o valor recebido foi integralmente devolvido aos cofres públicos e que o vereador tem conhecimento dessa informação, mas, ainda assim, mantém as insinuações.
Em relação ao volume total de recursos — cerca de R$ 40 mil em diárias —, o secretário afirmou que a legislação impede a concessão de novas diárias sem a devida prestação de contas das anteriores, o que, segundo ele, comprova a regularidade do procedimento.
Segundo Mota, as diárias são pagas antecipadamente, motivo pelo qual o valor foi inicialmente recebido. Contudo, como não houve deslocamento, o recurso foi posteriormente devolvido de forma integral aos cofres públicos.
“A acusação feita pelo vereador é injusta e maldosa, especialmente porque ele tem pleno conhecimento de que o valor já foi devidamente devolvido. O vereador cobra prestação de contas, mas ela não se aplica neste caso, já que a viagem não foi realizada e o valor foi devidamente ressarcido”, concluiu.
O espaço segue aberto para manifestações do vereador citado e de outros envolvidos.
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Fonte: Google Notícias
Publicado originalmente em: 2026-04-05 00:04:00