
A Redação
Goiânia – A exposição “Joaquín Torres García – 150 anos” está aberta ao público até o dia 21 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). O evento de abertura reuniu 208 convidados e contou com a performance “Fricções”, da marionetista Juliana Notari, com participação do dançarino Ivo Grieco e do músico Heri Brandino, em diálogo com o Construtivismo Universal. Os ingressos estão disponíveis no site oficial da mostra.
Entre os presentes no evento, esteve o poeta Luiz Carlos Vinholes, referência da poesia de vanguarda brasileira, cuja obra “Five Geometric Forms” integra a exposição, em sintonia com as investigações formais de Torres García.
Os embaixadores da União Europeia, Marian Schuegraf; da Espanha, María del Mar Fernández-Palacios Carmona; do Equador, Carlos Alberto Velástegui Calero; da Argentina, Guillermo Daniel Raimondi; de El Savador, Luis Alberto Aparicio Bermúdez; e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, além do embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Itamaraty, compareceram ao evento que reforça o caráter internacional da mostra.
Para Camila Val, gerente-geral (E.E.) do CCBB Brasília, a mostra se insere no debate contemporâneo latino-americano. “Ao dialogar com o acervo do CCBB de forma singular em Brasília e propor um olhar para o presente, a exposição convida o público a conhecer essa vertente e a valorizar nossos artistas a partir da obra de Torres García”, afirma.
O idealizador e curador da mostra, Saulo di Tarso, destaca o significado do projeto. “Essa mostra também ressalta a importância da criação de um Museu de Arte Moderna do Mercosul, com missão interoceânica, baseando-se na potência de Torres García. É uma alegria imensa, talvez a primeira vez na minha carreira em que celebro algo com essa amplitude”, diz. Ele relaciona a exposição a valores que atravessam sua trajetória, como ancestralidade e afeto. “Apresentar esse percurso no CCBB é um marco e reafirma a potência transformadora da arte”, conclui.
Segundo a museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, diretora do CY Museum e responsável pela organização da mostra no Brasil, a proposta é evidenciar a permanência do pensamento de Torres García. “Buscamos revelar a atualidade de sua produção plástica e teórica, em diálogo com artistas contemporâneos. Apresentamos também ‘América Invertida’, obra que raramente deixa o Museu Torres García”, afirma. A exposição reúne, ainda, peças de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, o Instituto de Arte Moderna de Valência e o MASP.
Diretor do Museu Joaquín Torres García, Alejandro Díaz destaca o alcance coletivo da obra do artista. “Torres García nos representa em muitos aspectos. Sua produção não se restringe ao indivíduo, mas se projeta para a comunidade, com um caráter expansivo que dialoga com diferentes públicos”, diz.
Selecionada no Edital CCBB 2023-2025, a mostra é viabilizada através da Lei Rouanet, a exposição é patrocinada pela BB Asset.
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Fonte: Google Notícias
Publicado originalmente em: 2026-04-02 16:21:00